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Diagonal Omnipatente

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GAMES 2006

Outubro 08, 2006

Tanbark


Numa era em que os jogos electrónicos ocupam uma considerável fatia do entretenimento de massas a nível global, sentia-se há muito a necessidade de projectar Portugal da sua posição de auto-isolamento para o panorama mundial da indústria de videojogos. Foi com esta lacuna em mente que a Associação de Produtores de Jogos Electrónicos (APROJE), fundada a 17 de Setembro de 2005, resolveu assumir o compromisso de atribuir a Portugal a legibilidade merecida no âmbito internacional da criação de videojogos, através da consolidação da sua posição no mercado interno, bem como de todo o seu processo de desenvolvimento, fazendo a ponte entre empresas, profissionais do ramo e o meio académico disposto a participar activamente.
De forma a mostrar ao mundo que está empenhada em transformar as suas intenções em realidade, a APROJE não se poupou a esforços para organizar o maior evento de videojogos jamais realizado em solo português. Combatendo simultaneamente em várias frentes de divulgação, o GAMES 2006 decorreu entre 26 e 30 de Setembro em Portalegre, tendo envolvido palestras (International Digital Games Conference), workshops, debates, exposições e LANparties, bem como outros eventos paralelos, todos com portas abertas a quem se dispôs a adquirir os passes correspondentes.
No campo das palestras, a International Digital Games Conference contou com a presença de nomes conceituados do meio internacional, tais como Alexander L. Fernandez, Director da StreamLine Studios, Chris Crawford, autor de “The Art of Computer Game Design” e co-fundador da Game Developers' Conference, Jason Della Rocca, Director Executivo da International Game Developers Association ou Joseph Olin, Presidente da Academy of Interactive Arts & Sciences, entre outros, cada um dos quais discursou em torno do futuro dos jogos electrónicos, segundo perspectivas complementares.
Não menos importantes, as workshops destinadas a ensinar as técnicas basilares de desenvolvimento de videojogos aos entusiastas mais interessados realizaram-se nos laboratórios da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre, tendo abrangido áreas como a Animação 3D, Técnicas de Programação ou Design Conceptual e beneficiado do acompanhamento por parte de profissionais especializados dentro de cada ramo.
Foi também no GAMES 2006 que teve lugar a primeira edição do Festival de Criação de Jogos Electrónicos, o qual, mais que uma competição nacional de criação de jogos electrónicos (aberta a todos os produtores nacionais independentes ou colectivos), constitui um poderoso instrumento para o rastreio das capacidades artísticas, criativas e tecnológicas de quem quer transpor a barreira cada vez mais ténue que separa os consumidores dos produtores.
No ano em que a Electronic Entertainment Expo (E3) – a exposição anual de videojogos de maior relevo a nível internacional – teve provavelmente o seu fim, pelo menos sob o formato a que nos habituámos, vítima do assalto por parte das largas centenas que, de forma alguma ligadas à indústria ou imprensa especializada, insistiam em invadir todos os anos o recinto, é uma agradável surpresa o renascimento em Portugal de um evento como o GAMES 2006 (após a edição de 2004, inserida nas actividades do Grupo Português de Computação Gráfica), o que leva a acreditar que a indústria portuguesa de videojogos encontrou finalmente o caminho certo e apoios com capacidade para a levar a bom porto no cenário mundial.

Aproveito o tema para dar os parabéns à MegaScore pelos seus 11 anos de jornalismo isento e rigoroso, durante os quais tem contribuído activamente para a divulgação dos videojogos sob uma perspectiva ampla e imaginativa, sendo um bom exemplo o apoio a eventos como o GAMES 2006.


Wraithguard

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